Ofereça-me a tua história, mais que um segundo apenas, para quem de feito, replique-se sujeito dela - invente, das lembranças, passados redarguidos, e viva, borboleteios, do futuro que se vai. Que seja o último ponto da derradeira frase; quiça uma só crase atinja, e o roteiro de qualquer uma das tuas fases fazer-me-ia em vida e o que mais importe. Em direção, dar-te o tempo concebível ao enlevar-se por imcumbência do notar ser. Preferivelmente aos pés das horas existes em não notar as assinaladas que dão prazer a respiração. Da tua história sou!? Não te alongues a oferecer-me, tampouco te atentes aos desmazelos desta vida, pois caso não percebas, estou em cada verso seu. Intemporalidade em concordância somos, você e eu! A cada letra igual vai tomando forma nossos dois pontos iguais: dissemelhantemente, são tantas as histórias com começo, meio e finais, e as de linhas retas e tortas equivalence ao respeito pretencioso de que possamos ser: HISTÓRIAS NOSSAS! Ofereça-me a tua história e entendamos, do capítulo obscôndito, o eu que fui sem que soube.
Autor: Rafael Noronha
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