terça-feira, julho 29, 2025

O enclave político no Brasil e as transferências negativas das massas.

Nosso pais passa por um enclave político, por circunstâncias de redirecionamento do poder ou investida de; adiante de tais proposituras demonstrativas do exercício de tentativa da reafirmação da cultura em torno de seus limites (diria Freud), em contrário aos que escapam o sistema como dobras márginais do pensar (diria Deleuze e Guatarri), como condição resignadora, no que tange o manter intactas e invioláveis as infraestruturas (diria Karl Marx) e, em detrimento delas, estagnadas as superestruturas (diria Gramsci), a população BRASILEIRA converge sua atenção neste enorme imbróglio político, que mais parece ser estensão do BBB 16, para reendereçar toda sua frustração, neurose e sofrimento, das injustiças sociais e dos maus tratos que sofre desde que o Espanhóis chegaram aqui, até a vinda dos Portugueses, que, por sua vez, representa a consciência reunida, destes, e, de outros desdobramentos históricos, na figura de um partido. Para os mais jovens, que vivem este momento, vale lembrar que todo este ódio já esteve concentrado no psdb, na ditadura, em Jango, em Getúlio. As superestruturas político-jurídica, econômica e ideológica não mudam, não se movem no in(ul)terior de suas respectivas essências; procuram, no teor de suas práticas, e, no seio de seu desenvolvimento, determinar o "SER SOCIAL" que almeja, além de instituir contextos, cada vez mais novos, manutensivos de poder. A luta de classes (diria Adam Schaff) em breve desaparecerá, isso ocorrerá por conta da robotização, outomoção e da microeletrônica - efeito causado pelo avanço tecnológico -, que substituirão a mão de obra humana. É sábido que as tentativas de (re)instauração de um regime totalitário encaminham-se como postura contrasocial, e é encabeçada pela classe abastada, como forma de restrição de acesso aos bens materias e culturais por parte das classes que mais sofreram desprivilégios ao longo da história Brasileira. Só quem tem bisavós que se quer puderam usufruir do direito constitucional de ingresso à educação básica, avós que, em razão da exploração de suas forças de trabalho, foram coagidos a abandonarem seus estudos no primeiro ano, e país que nem ao menos chegaram a concluír o ensino fundamental, e que diante de tal conjuntura famíliar sócio-histórica, consegue dar um salto gigantesco, ao findar um curso de nível superior, sabe bem que é política de reprodução e política social. Se faz necessário estabelecer o entendimento de que nossa educação sempre foi de péssima condução, salva por atitudes de professores e gestores, em ocasiões especificas, revolucionários - sui generis - (...) Que a política histórica de saúde em nosso pais sempre foi, característicamente, behaviorista e traumatizante, e que não é assim em décadas, mas em séculos. Nesta briga pelo poder o dólar sobe, mas quem sofre é o povo. Que o arrocho salárial alcança com muita força o trabalhador primário. Nesta fase de busca, em que o poder corrompe (diria Nicolau Maquiavel), o efeito inflacionário tira pouco dos que muito têm e aproximadamente tudo dáqueles que possuem quase nada; esta é a ordem natural do sistema capitalista alicerçado nas rupturas inflamadas pela desigualdade social. Ao invés de alimentar este cenário caótico, que por sua vez, assemelha-se a uma das novelas da globo, escrita por Wolf Maya, esteja mais cuidadosa(o) com a educação moral e ética de s(uas)eu(s) filho(a/s), participe da construção de uma associação de moradores em seu bairro, organize, junto a comunidade escolar, a APM, ocupe os conselhos (tutelares) municipais dos direitos da criança e do adolescente, da assistência social, converse e cobre melhorias da gestora da UBS de sua comunidade etc. Portanto, nossa indiganação deve repousar sobre o modelo de estrutura polítca de nosso pais, que paga fortunas a senadores, deputados e ao judiciário, bem como favorece as assembléias legislativas das unidades federativas, que chegam a gastar, em média, 10 milhões de Reais por ano para manter a burocrácia, enquanto que nossos professores da educação pública recebem em torno de 36 mil Reais ao ano. Gostaria muito de ter certeza que investigações contra a corrupção fossem caminhos pelo resgate do valor ético e moral das pessoas, mas quando percebo que, por exemplo, os acusados de crime relacionados a Pasadena, estão lá a mais de 25 anos, noto que este problema não é de agora e que estes apontamentos soam como luta pelo poder político, e não de resgate e/ou construção destes preceitos. Nosso código penal, de 1941, que é cópia fiel do código penal Italiano fascista, nada tem de humanista, pressupondo a culpa e não a inocência. Não adianta parolar, é preciso agir, contribuindo para transformação histórica do ambiente em que se está inserido. Reflita. Nesta luta, quem sempre perde é o povo, e devemos mudar esta realidade, fortalecendo a sociedade civil por meio de medidas comunitárias. O poder sempre foi a guerra das questões!

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