Neste blog procura-se discorrer, conceitualmente, sobre assuntos relacionados a política, psicologia, teologia e cultura, além de abrir passagem para a poesia.
terça-feira, julho 29, 2025
Amar seu próximo como a ti mesmo é estado de autonomia
Lembro-me como se fosse hoje, e o hoje aconteceu como se fosse o amanhã que ainda está por vir.
Existem infindáveis concepções sobre o amor e sua origem. Encontramo-las nos poetas, filósofos, na biologia, e, principalmente, em Jesus Cristo, que por sua vez foi quem fomentou e desenvolve minha estrutura pensante! Leio diversas orientações caracteristicamente epistemológicas, mas a vivência do sentimento não se encontra plausivelmente indexada em bases científicas, muito menos no rigor de suas colocações. Se duvido penso; se penso, logo existo (René Descartes). Embora eu não seja exímio leitor de Freud, e possua, em razão de meus valores e crenças, divergências, quanto ao seu pensamento, alguns de seus pareceres permitem-nos a compreensão da função significativa entre o amor semelhantemente ao próximo, mas, sobre tudo, como fonte de busca de relacionamentos objetais: "MI AMOR ES, PARA MÍ, ALGO MUY PRECIOSO, QUE NO TENGO O DERECHO A DERROCHAR INSENSATAMENTE" (El Malestar en la Cultura 1970 p. 50). Esta posição de Freud é uma crítica ao amar o próximo como a ti mesmo; respeito-o como grande teórico que foi, no entanto, ao meu ver, isto quer dizer que: se amo alguém é porque consinto e quero que seja assim. Em consonância a esta afirmativa ele prossegui dizendo: "MERECERÍA MI AMOR SI SE ME ASEMEJARA EN ASPECTOS IMPORTANTES, A PUNTO TAL QUE PUDIERA AMAR EN ÉL A MÍ MISMO; LO MERECERÍA SI FUERA MÁS PERFECTO DE LO QUE YO SOY, EN TAL MEDIDA QUE PUDIERA AMAR EN ÉL AL IDEAL DE MI PROPIA PERSONA" (El Malestar en la Cultura 1970 p. 51); Acredito que esta argumentação possui caráter ambiguo, pois por um lado é posta, positivamente, por quem ama e procura tal reconhecimento no outro, e negativamente, no sentido de prova por quem recebe o enfrentamento amoroso. Não existem fórmulas decifrativas do amor, tão pouco segurança que não seja exprimida na convivência do dia a dia, somente. Freud, concorda com Jesus Cristo em pelo menos um aspecto (em meu entendimento), o de que quem ama, realmente, ao que se refere como premissa disparadora de elaboração de tal sentimento, ama sem esperar nada em troca, e isso confirma-se em seu início, quando a busca por ele (o amor esperado) não lhe trás certezas e garantias, mas ainda quer-se amar! Portanto, termino citando o sábio Salomão: " QUEM ENCONTRA UMA ESPOSA DESCOBRE ALGO EXCELENTE: RECEBEU UMA BENÇÃO ESPECIAL DO SENHOR" (Provérbios 18.22 - Versão King James atualizada). E é em Jesus Cristo que encontramos a oportunidade de vivermos o verdadeiro amor, em novos caminhos; em novos tempos!
Uma rosa pode parecer pouco, mas de forma alguma é capaz de demonstrar os dois lados de uma moeda, ainda que represente sinceras intenções.
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