Neste blog procura-se discorrer, conceitualmente, sobre assuntos relacionados a política, psicologia, teologia e cultura, além de abrir passagem para a poesia.
terça-feira, julho 29, 2025
A autonomia como resultado do estimulo
Vygotsky procurou, em meio aos seus experimentos, estabelecer concisa relação entre as condições que permeiam o processo de construção da aceitação do estímulo, pois não estava inteiramente preocupado com o resultado da resposta, mas sim com os meatos que levavam até ela. Sendo assim, podemos entender que existe uma via anterior à relação de meio-resposta, que consideramos fases complexas de caminhos possíveis que permitem acesso às formas de desenvolvimento da construção de ligação ao estímulo. A parte mais autonoma do ser, durante o processo de acesso ao estímulo, está em estipular quais os mecanismos, ou quais estruturas de recolhimento, privadamente ao desejo (inconsciência), onde fantasmas e fantasias predominam, se utilizar, para determinar o caminho de implantação das decisões sobre como atuar na alfinidade de aceite e acesso ao estímulo para determinada resposta. Fica claro, por conseguinte, que, o estímulo produzido que não obtém resposta positiva, por exemplo, se dá em função desta autonomia, que permite ao indivíduo definir, anteriormente a majoração de elo ao estímulo, que tipos de conexões elas serão, e, de igual modo ao teor de sua atividade, de que forma ocorrerão. Sendo assim, nesta fase complexa, anterior ao meio-estímulo, é que se executa a decisão de assentimento e acesso aos dispositivos que comporão as engrenagens elaborativas de que comportamento se tomar frente ao estímulo aceito. Quando ocorre a negativa o estímulo produzido não é totalmente descartado. A negação constitui aproveitamento do conceito do estímulo negado, de forma que, tal conteúdo, contribua na personalização crítico-dialética de produção do que chamamos de estímulos preconcebidos. Este regime de decisão e aceite de estímulos, que configuram a deliberação de mecanismos que consentem ligações aos meios de fomentação de comportamentos durante a fase final (concreta) de interação com o estímulo (momento em que a criança media-se com os modos de decurso da reposta) está livre das associações. Esta fase anterior, que tanto citamos, diferentemente da fase posterior (concreta), que chamou a atenção de Vygotsky, não para a resposta em si, mas para o caminho percorrido até ali, esta livre das associações, justamente por ela ser elencadora das associações que serão feitas, ou seja, não há correlação de forças nesta fase e tão pouco condensação.
Autor: Rafael Noronha
Referências
A Formação Social da Mente.
O Inconsciente - um estudo crítico.
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