Neste blog procura-se discorrer, conceitualmente, sobre assuntos relacionados a política, psicologia, teologia e cultura, além de abrir passagem para a poesia.
terça-feira, julho 29, 2025
A lua embaraçada (Poesia)
Uma noite apenas, era, no encalço que a lua, fisgar-me remexia, e, de tanto forcejar, às estrelas arrimo pediu.
De duas em três, uma após a outra, cada qual em seu intento, e a sua maneira, lançavam-se ao anzol da esperança onde as nuvens espreitam a timidez...
O universo, vendo aquilo, decidiu-se, por objeção ao tempo, sendo dele consequência, conspirar contra mim. Conhecedor de minha força, temeu minha façanha, sem demora, as lacunas da sua infinita gratuitidade, delimitou, para qualquer um de seus gestos denominar...
A lua, embaraçada, detrás das nuvens, no lugar em que as estrelas descansavam, depois do duro labor, escondera-se, pois não suportava ouvir os gritos que ecoavam nos altos céus: dezembro, novembro, outubro, setembro, agosto, julho, junho, maio, abril, março... Determinado a cercar-me, o úniverso encurtava seu espaço, e antes que janeiro chegasse, o planeta Terra, rotacionou sem exitar... Não sabendo para onde ir, notei, que a lua, gotejava suas dores. As nuvens imaginavam poder enxugar, lágrima por lágrima; até conseguiram, mas o seu peso não puderam sustentar.
Sensibilizadas com a situação, as estrelas brilhavam, de modo que, a lua, não fosse motivo de preocupação. Tocado por enorme comoção, o planeta, que não mais terra, deveria se chamar, e sim água, inundada por tantas gotas salgadas, moveu-se em torno de si...
Em fevereiro, antes do surgimento de janeiro, para cada conjunto de 24 lágrimas que a lua derramava, o mundo dava uma volta, chamando este esforço de dias...
456 pingos em 19 dias foram suficientes ao que hoje denomino: rendição, entrega e elevação...
Por quê quer-me tanto? Esta era a pergunta que fazia-me e dois dias mais passei, ainda, questionando-me a crer...
Resoluto, escontrar-me junto dela, certo que, foi assim, o enorme medo, face à face, encararmo-nos bem de perto fez-me o seu sorriso, e o segredo, a 12 anos escondido, revelou-me a mim...
Jamais pensei que pudesse falar, quanto mais: quero te amar... Do nosso primeiro beijo, nasceu o destino, lindo e desprovido de qualquer incerteza.
By: Rafael Noronha
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Pensar é viver, por isso viva neste blog!