quarta-feira, janeiro 29, 2020

Amanhã (Poesia)


Quer DESCUBRA quem amava no acaso em que eramos, sem que nos notássemos,
para que dum belo dia se fizesse nos conhecer.
Eram TODOS quais passavam em nossos olhos, sem o brilho, a necessidade de tamanha beleza.
Das ranhuras grosso modo - é mais que ponto - e na manhã que existiu,
as flores testemunhavam PASSOS leves com perfume de alecrim.
Desde que se soubesse DA VONTADE nunca deixe-a partir,
como se por ela fosse feita a novidade é estar presente.
Curiosidade fomos - gestos - quando POR PALAVRAS ainda a distância entre nós,
e no acaso em que estávamos, nossos lábios redigiram o comentar.
Logo o coração visto NO TEU PENSAR de que pudêssemos ser,
buscou-nos no abrir da porta a imagem um do outro.
De pronto uma pergunta, E O sol, pelo SORRISO da resposta na ponta da
língua - arrivederci 'pras Marias'...
A conexão fora o bastante ENTRE uma tecla e outra muito mais a interrogação que de um convite se fazia.
Voar pela madrugada onde SEGREDOS se abriam foi-se a primeira vez depois que o fim teve início.
Mentes desconhecidas DE VERDADES para jamais ultrapassar a linha tênue
do contato em que se davam as emoções, derivação do agora - somos!
Supunha atravancar medidas POSTAS ao desentendimento da tua procura para que reatássemos o
silêncio em meio as dúvidas.
Da ternura descabida o sim foi recomeço, logo no momento em que as ideias assistiam A ACEITAÇÃO.
Pela timidez o nervosismo de saltar com a força do vento QUE nos
levara aos lugares altos donde nos SENTÍAMOS mais que vistos.
NO ABRAÇO a sensibilidade da ação a espreita de como deveríamos estar,
mais em nós do que em tudo fomos sinceridade natural.
Alimentar A ALMA pelo que os olhares diziam em tudo aquilo que não podia ser ouvido,
e com o estremecer do toque, bocas namoraram.
E o sorriso que quisera conceber tratou de propor realidade a emoção,
nele a pergunta inquietante FORA FEITA ao coração que acelerou.
DO AMOR que os lençóis claros observaram - tônica de prazer - a respiração revelava
formas de sermos nossos para que o amanhã não existisse, pois ele RESISTE EM NÓS E FICA.<.br />
Autor: Rafael Noronha

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